Meus cabelos estão ficando brancos...mas eu me sinto cada vez mais poderosa!

Este é o título de um livro que li recentemente. O título em Inglês é igualmente quilométrico: Going grey- what I learned about beauty, sex, work, motherhood, authenthicity and everything else that really matters. Sua autora, Anne Kreammer, decidiu começar sua empreitada prateada aos 49, quando se contundiu com a própria imagem em uma foto, de cabelo artificial e excessivamente escuro para a idade.

A indústria da " beleza" movimenta quaquilhões e, para a maioria, não há nenhuma outra opção realmente a considerar que não seja esconder os grisalhos custe o que custar.Mulheres de todas idades e classes sociais o fazem, com resultados que variam desde o mais natural possível ao gritantemente artificial.Todo dia, escoam pelo ralo mundo afora incalculáveis pigmentos de coloração.

Já engrossei estas estatísticas, durante os anos de 2008 a 2011. Mesmo já estando no caminho de simplificar voluntariamente minha vida, não passei incólume ao primeiro despontar de fio branco na cabeça. ( Tal rito de passagem até justifica um post específico para breve.) Com ele veio, além de um choque, o álibi que eu achava que precisava para fazer o que sempre pensei em fazer: experimentar a vida de tingida.

Naqueles cerca de 4 anos, posso dizer que experimentei uma vastíssima gama de cores indo do loiro platinado ao castanho asa da graúna ( este último um acidente!), passando por ruivos que iam do cobre ( strawberry blonde/ venetian blonde em jargão) ao acajú.

Devo dizer que não fui mais feliz por isso. Pelo contrário: entrar no salão era sempre uma roleta russa.Tentei vários, do mais caro ao mais simples.Tentei com reflexos ou não. Tentei com vários profissionais diferentes.Nenhuma vez saí como gostaria de ter saído.Em geral, saí pior.As vezes saí BEM pior do que a minha expectativa.E várias horas e reais a menos.Sem falar que o cabelo foi virando uma palha, um mafuá. Minhas amigas dizem que eu dramatizava, mas nenhuma delas via como meu cabelo acordava.Nem presenciou o processo prolongado que era deixá-lo em condições de ser apresentado socialmente. Hoje que sei o custo total (inclusive e SOBRETUDO em trabalho braçal e tempo, pois há produtos em várias faixas de preço de acordo com o bolso) ainda me surpreendo com a quantidade de mulheres dispostas a pagá-lo sem jamais questionar.

Posso até morder minha língua, mas duvido que alguém volte a me ver com outra cor que não a que a natureza me deu.Ou me der daqui por diante.




3 comentários :

buscandoequilibrio.org disse...

Eu que pinto meu cabelo, mas também é fácil, tinta preta pega até em parede kkk
Quando deixei grisalho eu também achava que não voltaria mais a pintar. As vezes com o tempo nossa percepção do bonito em nós pode mudar. Eu particularmente mudo muito de gosto, sendo este um dos motivos pelos quais nunca posso ter tatuagem hehehe
Beijocas
Carla Pancha

Lud disse...

Ana, tamo junto!
Eu tenho poucos fios brancos, mas não quero pintar quando eu tiver mais. Pelo tempo, pelo dinheiro, pela obrigação de parecer jovem sempre.
E é sempre aquela coisa: à medida que mais mulheres forem deixando os cabelos naturais, mais o povo se acostuma e menos gente fica se espantando.
Beijos!

Taimemoinonplus disse...

Carla:

Já ou ainda tenho 3 tatuagens e não me arrependi de nenhuma! Espero que o mesmo se aplique aos meus cabelos! hahaha

Lud:

I hope so! ;-)